3 de julho de 2010

Despite America's iPhone Obsession, We're Behind the World's Mobile Calling Curve


Despite our noisy fascination with iPhones and iPads, it turns out the United States is one of the least advanced places in the world when it comes to the way we use mobile devices. That is the conclusion of a new study by Sybase 365, which provides services for mobile messaging and mobile commerce.

In fact, when it comes to using mobile devices for things like text messaging and instant messaging, the survey indicates we’re getting blown away. Only 31.5 percent of people in the United States use a mobile device for text messaging and sending IMs—while in China 90 percent of people surveyed use mobile devices for those things.

“The snapshot view is that you have Asia ahead on almost every metric, and the U.S. kind of catching up,” says Marty Beard, president of Sybase 365, which is based in Dublin, Calif.

For more advanced things like mobile commerce, the U.S. also ranks near the bottom among 16 countries included in the survey, which polled 4,100 people in Argentina, Australia, Canada, China, France, Germany, India, Indonesia, Italy, Malaysia, Mexico, Singapore, South Africa, Spain, and the United Kingdom.

Only 12.9 percent of users in the U.S. said they make use of mobile commerce services. In China the figure was almost four times that amount, at 49.2 percent. Across all of Asia, 34 percent of people surveyed said they use mobile devices for banking, versus only 13 percent in the United States. Asian customers are also more likely to make payments with their mobile phones than are Americans.

“Worldwide, mobile banking and mobile payments are absolutely exploding. They’re the fastest growing part of our business,” Beard says.

Why are we lagging behind? One reason, simply put, is that here in the United States we’re stuck with a legacy infrastructure, and in the developing world they’re starting from scratch. “They didn’t have the broadband infrastructure that we do, and didn’t have the PCs,” Beard says. Ironically, this has enabled them to roll out new systems that leapfrog over what ours can do.

There’s also the issue of habit. People in the United States have grown accustomed to doing banking online via the personal computer. In the developing world people are less likely to have PCs, so they’ve gone straight to the mobile phone as their platform of choice.

Beard expects the United States will catch up over time, as banks adopt the technology needed to deliver mobile commerce services, and people shift from PCs to mobile devices as their primary computer platform. The survey also indicated high interest in mobile commerce services in the United States.

“We expect the United States is going to catch up,” says Diarmuid Mallon, senior product marketing manager at Sybase 365. “When you look at the results what you really see is that the United States represents a huge opportunity. Build it, and people will come.”

For now, alas, we remain in a strange position. We might make the coolest phones in the world, like Apple’s iPhone, but when it comes to using them, we’re the laggards of the world.
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2 de julho de 2010

Doutores demais e profissionais de menos

Educação Brasileira

Situação ainda é ruim, mas resultados apontam melhora, artigo de Naércio Menezes Filho

"A partir do momento em que esses alunos [carentes] foram absorvidos pelo sistema, as notas pararam de cair"

Naércio Menezes Filho é doutor em economia pela Universidade de Londres, professor titular e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper e professor da FEA-USP. Artigo publicado na "Folha de SP":

Os novos resultados do Ideb confirmam que a qualidade da educação está melhorando de forma consistente no Brasil. A melhora começou pela 4ª série a partir de 2003, atingiu a 8ª série em 2005 e agora começa a chegar ao ensino médio.

Esse padrão faz todo o sentido. Em primeiro lugar, devido à composição dos alunos. Entre 1995 e 2001, as notas caíram muito devido à entrada maciça de novos alunos na escola. Esses alunos vinham de famílias mais pobres, com pais menos escolarizados e tinham mais dificuldade de aprendizado.

A partir do momento em que esses alunos foram absorvidos pelo sistema, as notas pararam de cair. Como esses alunos demoram mais para chegar ao ensino médio, as notas nesse nível demoram mais para melhorar. O que explica a melhora nos resultados?

Em primeiro lugar, o aumento do nível socioeconômico das famílias mais pobres, que ocorre desde o fim dos anos 1990. Cerca de 70% do aprendizado dos alunos brasileiros está relacionado com o seu "background" familiar. As mães mais escolarizadas leem para os filhos desde cedo e acompanham a vida escolar.

Para as mães que não tiveram acesso à educação, a alternativa é colocar os filhos na creche e na pré-escola. Alunos que fizeram a pré-escola têm um desempenho bem melhor nas séries seguintes.

Entretanto, o acesso à pré-escola só atingiu as famílias mais pobres em meados da década de 1990, chegando a 70% das crianças de 4 a 5 anos em 2008.

Mães mais escolarizadas e acesso recente à pré-escola explicam por que a melhora do Ideb começou nos anos iniciais do fundamental.

A pressão da sociedade sobre os prefeitos e governadores para melhorar o aprendizado dos alunos aumentou. A criação dos sistemas de avaliação fez com que os formadores de opinião atentassem para o grave problema educacional brasileiro.

A divulgação das notas por escola e a construção de índice único para medir o desempenho facilitaram a comparação entre municípios, aumentando a cobrança. A situação ainda é muito ruim, mas os resultados educacionais devem continuar melhorando nos próximos anos, chegando com mais força ao ensino médio.

(Folha de SP, 2/7)

A lei que trava a ciência brasileira



"É bem possível que outra invenção gerada no Brasil seja engavetada, até que empresa estrangeira nos venda tratamento similar"

Rubens Nave é professor licenciado da Faculdade de Direito da PUC/SP. Foi presidente da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente de 2002 a 2006. Artigo publicado na "Folha de SP":

A capacidade criativa da ciência nacional pode beneficiar os brasileiros de forma mais profunda que qualquer conquista esportiva, mas está praticamente impedida de competir. Por isso, nestes dias em que tanto discutimos nossos talentos, vale a pena olhar além dos gramados africanos.

Tomemos o exemplo de um novo tratamento de lesões nas articulações com a utilização de células-tronco, aperfeiçoado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tão comuns no futebol, lesões no joelho e tornozelo estão entre as que poderão ser curadas por essa técnica, desde que ela se mostre viável, segura e eficaz ao longo de um processo de aprimoramento tecnológico e testes clínicos.

Esse processo demanda investimentos consideráveis e sujeitos a riscos, uma vez que nessa atividade, como no esporte, não há garantia de sucesso. É aí, na hora em que precisam fazer parcerias para desenvolver e comercializar invenções, que nossas equipes de ciência e tecnologia se deparam com "regras de jogo" desfavoráveis. O alvo principal do novo tratamento é o grande contingente de brasileiros que sofrem com problemas articulares. O sistema público de saúde é, portanto, seu grande comprador potencial.

Ocorre que o tratamento vem sendo desenvolvido por uma pequena empresa incubada no Polo de Biotecnologia do Rio de Janeiro (Bio-Rio), e a legislação de compras e contratações públicas, em especial a lei nº 8.666/93, faz exigências que, na prática, quase sempre eliminam a possibilidade de pequenas empresas vencerem licitações.

É bem possível, portanto, que mais uma invenção gerada no Brasil seja engavetada, até que uma grande empresa estrangeira nos venda um tratamento similar registrado em países onde a legislação mais estimula a inovação.

A exigência de pregões, nos quais o único critério de escolha é o menor preço, ou de licitações burocráticas e morosas trava o setor de ciência e tecnologia, que demanda flexibilidade, agilidade e critérios específicos. Nos casos em que a lei autoriza a dispensa da licitação, a interpretação restritiva dos órgãos de controle desestimula ou impede o uso da exceção legal.

Para transformar essa situação, um grupo liderado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Academia Brasileira de Ciências, do qual tive a honra de participar, elaborou proposta simples, mas de grande impacto. Trata-se de autorizar as instituições de ciência e tecnologia e as agências de fomento a realizar suas compras, contratações e parcerias com base em regulamento próprio.

A proposta libera os agentes da inovação das amarras da lei nº 8.666/93, preservando a atuação dos órgãos de controle; concede maior autonomia em troca de mais transparência e prestação de contas.

Se transformada em lei, a proposta, apresentada na 4ª Conferência de Ciência, Tecnologia e Inovação, permitirá que o potencial inventivo da ciência nacional sirva efetivamente ao desenvolvimento do país. Uma meta que merece torcida e apoio de todos nós.

(Folha de SP, 2/7)

1 de julho de 2010

Qualidade no ensino



"No Brasil o lado estruturante do ensino é ainda mais importante"

Guiomar Namo de Mello é diretora executiva da Fundação Victor Civita. Artigo publicado em "O Globo":

Permeia o imaginário pedagógico brasileiro a visão do ensino como um processo de criatividade perpétua no qual o professor inventa e reinventa tudo de novo, todo dia. Essa visão ignora que o ensino, embora seja uma prática sujeita ao "toque" pessoal, como toda prática, tem um lado estruturante: precisa ser organizado no tempo e no espaço; o professor precisa saber o que ensinar (conteúdos); quando (ano escolar, série ou período); como ensinar (conjunto de saberes e fazeres que envolvem métodos e orientações para organizar a aula) e com que ritmo (ordenação e cadência).

Para quem domina bem o conteúdo e a forma de ensiná-lo, a estruturação será um roteiro básico a ser adotado de modo flexível. Para o inexperiente ou que não sabe ensinar porque não aprendeu, a estruturação é a salvação de seus alunos: ajuda o professor a cumprir um roteiro de ações e procedimentos que propiciam aprendizagem aos alunos que estão na escola hoje, e facilita que ele acumule experiência e conhecimentos práticos, para ser mais criativo no futuro.

No Brasil o lado estruturante do ensino é ainda mais importante. Grande parte dos professores chega à sala de aula sem dominar o conteúdo e os métodos de ensino. Esse professor enfrenta um desafio complexo, que é fazer aprender as crianças que vêm de um universo alheio à cultura escolar.

Ele precisa de apoio contínuo para não acumular frustrações de fracasso diante da tarefa. E esse apoio precisa ser prestado já, porque os alunos de hoje não podem esperar. Esse é o sentido pleno da educação de qualidade para todos: para todos os que já estão na escola.

Sistemas estruturados de ensino são também chamados de materiais curriculares, porque na verdade é isso que são: um currículo em ação, organizado de tal forma que pode ser colocado em prática na escola agora.

Neles, os conteúdos e os fazeres do ensino estão estruturados com começo, meio e encerramento para cada etapa, que pode ser uma aula, uma unidade ou um ano inteiro.

O estudo da Fundação Lemann oferece evidências para corroborar essa verdade óbvia, mas difícil de ser aceita: os alunos aprendem mais nas localidades que adotam os sistemas estruturados de ensino, porque a escola e o professor contam com recursos didáticos e assistência pedagógica que lhes dão apoio no dia a dia para definir o que, o quando, e o como ensinar e cadenciar o desenvolvimento do ensino. Não é preciso ser um grande especialista para entender que esse ordenamento do ambiente escolar é mais produtivo do que a cacofonia curricular que ainda hoje impera em muitas das nossas escolas públicas.

(O Globo, 30/6)

Paedophiles 'increasingly access images from webcams'


Ceop safety cartoon for young children Ceop uses cartoons to teach children about online safety

Paedophiles are increasingly accessing indecent pictures of children from webcams, experts warn.

The Child Exploitation and Online Protection Centre (Ceop) says it has seen a "notable increase" in still and moving images captured on webcams.

Ceop warns some of these images may be self-taken, as a result of online grooming, and others are passed on via webcam streaming chat sites.

The centre is also cracking down on paedophiles travelling abroad.

In its annual review, Ceop said the volume of indecent images remained challenging and the rise in pictures captured via webcams was notable.

"These can be self-taken as a result of online grooming, for example, inciting a child to commit a sexual act and then using video capture software to record the video streams for later viewing and trading and/or use as blackmail to ensure further compliance by the child," the report said.

"Similarly, there is also a marked trend of the use of webcam streaming chat sites, enabling offenders to interact either through instant messages and/or webcam to share previously captured footage or live-time images of abuse of children in their care."

Travelling abroad

The Ceop report said its overseas tracker team - which works to disrupt paedophiles travelling abroad to abuse children - had become "more proactive than ever before".

It said new ways of tracking offenders and better tactical intelligence gathering had seen 58 arrests, deportations or warrants issued.

Ceop's picture of travelling offenders was improving "at pace", it said.

The organisation said it had safeguarded 278 children from abuse between February 2009 and March 2010 - double the number it helped last year.

And Ceop said it had safeguarded a total of 624 children since its launch in 2006, delivering "significant results" in the fight against child sexual abuse.

The annual review also noted that nearly 5.7 million children had taken part in its "Thinkuknow" online safety programme.

Jim Gamble, chief executive of Ceop, said: "Ceop brings together cross-sector expertise and then delivers bespoke front line services to a whole network of practitioners.

"That is real economy of scale and our results year on year show the very lasting and significant impact we are making."

The Minister for Crime Prevention, James Brokenshire, said: "The government is committed to protecting children and Ceop plays a vital role which means more children are safeguarded, more offenders are apprehended and more professionals are trained."

BBC

Sistemas de ensino têm impacto positivo sobre o desempenho dos alunos

Sala de Aula Estruturada - O impacto do uso de sistemas de ensino nos resultados da Prova Brasil
29/06/10



Pesquisa da Fundação Lemann mostra que uso de material estruturado aumenta em 5 pontos a nota dos estudantes na Prova Brasil

O uso de materiais didáticos estruturados nas escolas tem impacto positivo sobre o desempenho dos alunos. A conclusão é de um estudo apresentado hoje em São Paulo pela Fundação Lemann, no Insper. A adoção de sistemas de ensino nas escolas aumenta em 5 pontos as notas dos alunos em Matemática e Língua Portuguesa na Prova Brasil. "É um resultado expressivo, uma vez que 12 pontos na escala da Prova Brasil representam aproximadamente um ano escolar", afirma a pesquisadora Paula Louzano, autora do estudo e consultora da Fundação Lemann.

A pesquisa utilizou os dados da Prova Brasil de 2005 e 2007. Uma forma de garantir o rigor dos resultados foi comparar escolas que utilizavam o material no intervalo entre as duas provas com escolas que passaram a utilizar o material depois de 2007. Assim, foi eliminado o que tecnicamente se conhece como "viés de seleção". A comparação entre as escolas também levou em consideração as características sócio-econômicas, culturias e educacionais dos alunos. Com esses cuidados, é possível afirmar que a diferença entre as notas no resultado final pode ser atribuída ao uso deste tipo de material didático.

Atualmente, 291 municípios paulistas utilizam materiais estruturados em suas escolas - um crescimento de 90% nos últimos cinco anos. O número considera o uso de materiais privados e públicos. Em 2008, uma pesquisa qualitativa da Fundação Lemann feita com professores e gestores educacionais de municípios paulistas mostrou que 93% dos profissionais entrevistados consideravam "bom" ou "ótimo" o sistema adotado em sua rede e que 84% acreditavam que o desempenho dos alunos havia melhorado com a adoção do material. As principais justificativas dos entrevistados para suas avaliações positivas incluíam o fato de o material trazer orientações claras para os professores sobre como estruturar suas aulas; ajudar o professor a entender o conteúdo e aumentar a cobrança de pais e alunos sobre os professores.

Em contraponto às opiniões de quem efetivamente usa os materiais estruturados, ainda existem focos de resistência dos que consideram que a estrutura padronizada deste tipo de material fere a autonomia do professor. Ilona Becskeházy, diretora-executiva da Fundação Lemann, argumenta: "A liberdade do professor na sala de aula não pode se opor ao direito do aluno de aprender. A razão de existir de todos os sistemas de educação é o aprendizado de cada aluno".