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A produtividade é a chave de um crescimento prolongado e harmônico. Possibilita, simultaneamente, a acumulação de capital — o que, em uma economia é fundamental, pois forma poupança e viabiliza investimentos — e a distribuição de parte dos resultados via aumento de salários, benefícios, incremento na arrecadação de tributos, etc., que, por sua vez, geram mais demanda, criando oportunidades para expansão da oferta, em um ciclo virtuoso.
São vários os fatores que contribuem para os saltos de produtividade. Alguns relacionados ao processo produtivo, como a inovação, a melhoria da gestão dos recursos disponíveis, a atualização tecnológica, a motivação dos que produzem, a utilização dos insumos (bens e serviços) mais adequados para se chegar ao resultado final. Mas há também os fatores que não dependem diretamente dos agentes econômicos, como o ambiente institucional para a realização de negócios, a infraestrutura de uso comum, as prioridades e a execução da política econômica, que se refletem no crédito e na carga tributária.
Em geral, quando a economia está em trajetória de crescimento, multiplicam-se as condições para os ganhos de produtividade, pela facilidade de se concretizar investimentos. Mas não é algo que caia do céu. Sem esforço e determinação, a produtividade não avança.
Com uma taxa de investimento relativamente baixa como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), pouco acima do 19%, o Brasil conseguiu avançar socialmente sem um crescimento econômico tão forte. A estabilidade monetária abriu caminho para ganhos de produtividade que tornaram factíveis tais avanços.
No entanto, o país já se encontra em um estágio no qual os saltos de produtividade não ocorrerão sem investimentos mais expressivos. Além de equipamentos, automação e outras ferramentas da tecnologia, parte desses investimentos precisará estar voltada para os recursos humanos. O aumento da escolaridade foi um passo à frente, pois os jovens estarão mais aptos ao aprendizado necessário a um bom desempenho em suas profissões e atividades do que as gerações anteriores. Porém, para se nivelar aos parâmetros até mesmo da maioria dos países do continente, o Brasil terá de andar bem mais rápido.
Estudo recente de uma instituição americana, tema de reportagem do GLOBO no último domingo, mostra que, em termos da produtividade do trabalho, estamos atrás da Argentina, do Chile, do México, do Uruguai, do Peru e da Colômbia, para citar apenas algumas nações sul-americanas. Superamos apenas a Bolívia e Equador.É recente (menos de vinte anos), um envolvimento mais vigoroso do poder público nesse esforço para qualificar os recursos humanos disponíveis. Até então, a iniciativa partia de instituições privadas ou das empresas, muitas vezes agindo de maneira isolada. Essa questão, felizmente, entrou na agenda nacional, mas há muito o que percorrer. Como definir prioridades claras nos gastos públicos compatíveis com este objetivo.
São vários os fatores que contribuem para os saltos de produtividade. Alguns relacionados ao processo produtivo, como a inovação, a melhoria da gestão dos recursos disponíveis, a atualização tecnológica, a motivação dos que produzem, a utilização dos insumos (bens e serviços) mais adequados para se chegar ao resultado final. Mas há também os fatores que não dependem diretamente dos agentes econômicos, como o ambiente institucional para a realização de negócios, a infraestrutura de uso comum, as prioridades e a execução da política econômica, que se refletem no crédito e na carga tributária.
Em geral, quando a economia está em trajetória de crescimento, multiplicam-se as condições para os ganhos de produtividade, pela facilidade de se concretizar investimentos. Mas não é algo que caia do céu. Sem esforço e determinação, a produtividade não avança.
Com uma taxa de investimento relativamente baixa como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), pouco acima do 19%, o Brasil conseguiu avançar socialmente sem um crescimento econômico tão forte. A estabilidade monetária abriu caminho para ganhos de produtividade que tornaram factíveis tais avanços.
No entanto, o país já se encontra em um estágio no qual os saltos de produtividade não ocorrerão sem investimentos mais expressivos. Além de equipamentos, automação e outras ferramentas da tecnologia, parte desses investimentos precisará estar voltada para os recursos humanos. O aumento da escolaridade foi um passo à frente, pois os jovens estarão mais aptos ao aprendizado necessário a um bom desempenho em suas profissões e atividades do que as gerações anteriores. Porém, para se nivelar aos parâmetros até mesmo da maioria dos países do continente, o Brasil terá de andar bem mais rápido.
Estudo recente de uma instituição americana, tema de reportagem do GLOBO no último domingo, mostra que, em termos da produtividade do trabalho, estamos atrás da Argentina, do Chile, do México, do Uruguai, do Peru e da Colômbia, para citar apenas algumas nações sul-americanas. Superamos apenas a Bolívia e Equador.É recente (menos de vinte anos), um envolvimento mais vigoroso do poder público nesse esforço para qualificar os recursos humanos disponíveis. Até então, a iniciativa partia de instituições privadas ou das empresas, muitas vezes agindo de maneira isolada. Essa questão, felizmente, entrou na agenda nacional, mas há muito o que percorrer. Como definir prioridades claras nos gastos públicos compatíveis com este objetivo.
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