29 de outubro de 2014

Entender a sustentabilidade, José Eli da Veiga


Por José Eli da Veiga
Você sabia que está para terminar a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável 2005-2014, instituída pela ONU?
Sabia que a representação da Unesco no Brasil publicou em português o "Plano Internacional de Implementação" dessa chamada "Deds", já em maio de 2005?
Sabia que uma "Conferência Mundial sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável" foi realizada em Bonn, no início de 2009, para fazer o balanço dos primeiros anos da Deds e planejar os demais?
Entre 24 países, só o Brasil preferiu amesquinhar a sustentabilidade à bitola ambientalista
Não deve se preocupar o interessado no assunto que se surpreendeu ao ter de responder negativamente a tais perguntas. Nosso amplo, geral e irrestrito, desconhecimento sobre essas iniciativas se deve a uma peculiaridade nacional: a estranha preferência por uma "Educação Ambiental (EA)" que é contrária à valorização do "desenvolvimento". Uma postura atrasada do sistema educacional brasileiro que isolou o país em tentativa de remar contra a maré.
Difícil de acreditar? Pois então consulte os seis textos sobre "Educação Ambiental no Brasil" que o Ministério da Educação divulgou, em março de 2008, no periódico eletrônico "Salto para o Futuro" (ISSN 1982-0283). Na contramão da quase unanimidade mundial obtida pela ONU por meio da Unesco, essa publicação advoga a necessidade de combater a legitimação do "desenvolvimento sustentável", pois mais correto seria que a dimensão ambiental fosse desvinculada das implicações políticas, econômicas, sociais, culturais, etc., que sempre estiveram na essência da noção de "desenvolvimento".
Avessos ao crescente consenso que foi se formando a partir do início dos anos 1980 sobre o desenvolvimento sustentável como maior desafio deste século, os defensores da manutenção da EA acham que um real avanço da consciência ambiental precisa depreciar a noção de desenvolvimento. Por isso, fizeram o Brasil se opor à Deds, em nome da rejeição ambientalista a esse novo valor que é a sustentabilidade do desenvolvimento.
Para a Unesco "a educação para o desenvolvimento sustentável (EDS) deve incluir todos os âmbitos do desenvolvimento humano, abrangendo os desafios urgentes que o mundo enfrenta: direitos humanos, pela paz e segurança humana, igualdade de gênero, diversidade cultural e compreensão intercultural, saúde, HIV/Aids, governabilidade, recursos naturais, mudanças climáticas, desenvolvimento rural, urbanização sustentável, prevenção e atenuação de desastres naturais, redução da pobreza, responsabilidade e deveres das empresas e, enfim, a economia de mercado".
A "Declaração de Bonn", que saiu da conferência mundial de 2009, afirma que a EDS "enfatiza abordagens criativas e críticas, pensamento de longo prazo, inovação e capacitação para lidar com a incerteza e para resolver problemas complexos, realçando a interdependência entre meio ambiente, economia, sociedade e diversidade cultural, do nível local ao global, e tendo em conta o passado, presente e futuro".
Evidências sobre a excepcionalidade brasileira estão nos trabalhos de dois especialistas internacionais: o francês Pierre Clément e a italiana Silvia Caravita. Principalmente em amplo relatório de 2011 com foco exclusivo no ensino secundário, e em capítulo para o livro "Topics and Trends in Current Science Education" (Springer, 2014). Nos outros 23 países examinados não houve essa resistência em aceitar a superioridade da EDS. Só o Brasil preferiu amesquinhar a sustentabilidade à bitola ambientalista. Problema que talvez possa ser dissimulado pelo jargão "Educação para a Sustentabilidade" (EfS na sigla em inglês).
Não é por outro motivo que nossos professores do ensino médio pairam em generalidades quando precisam responder perguntas sobre os significados de "desenvolvimento sustentável" e "sustentabilidade". São raríssimos os que tiveram notícia de que a ONU instituiu o período 2005-2014 como a Década da EDS, e nenhum dos entrevistados em recente sondagem feita em São Paulo mostrou saber que existe o programa multimídia "Teaching and Learning for a Sustainable Future" disponibilizado pela Unesco desde 2010.
É imprescindível, portanto, uma iniciativa que ofereça apoio a professores do ensino médio dispostos a melhorar sua capacitação nesse âmbito temático. A proposta é que, com base nos resultados de conversas com autores dos melhores livros sobre sustentabilidade, que ocorrerão no Sindicato dos Professores (Sinpro/SP) no início de 2015, sejam depois produzidos curtos vídeos com o objetivo de disseminar o máximo possível a diferença entre cultura da sustentabilidade e reducionismo ambientalista. Uma experiência que certamente incentivará outras propostas voltadas à formação científica permanente daqueles que têm a missão de introduzir os jovens ao principal desafio do século XXI.
Tal iniciativa, intitulada "Entender a Sustentabilidade", que terá patrocínio do Instituto Natura, será apresentada e discutida na terça-feira 11 de novembro em workshop na Cidade Universitária (IEE/USP), para o qual os interessados poderão solicitar inscrição por e-mail: comunicação@iee.usp.br
José Eli da Veiga, professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente da USP e autor do e-book "The Global Disgovernance of Sustainability", escreve mensalmente às terças. Página web: www.zeeli.pro.br


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http://www.valor.com.br/opiniao/3751944/entender-sustentabilidade#ixzz3HYsAOEV7

MATIAS SPEKTOR Diplomacia da transição


Pela 1ª vez em 20 anos, um governo recém-eleito não pegará o país em trajetória internacional ascendente
A diplomacia do primeiro mandato de Dilma Rousseff não teve distinção conceitual daquela implementada pelo ex-presidente Lula.
Ela manteve intactos os elementos centrais. Primeiro, a busca de relações corretas, não antagônicas, com os Estados Unidos. Segundo, cooperação ativa com vizinhos na tentativa de transformar a América do Sul num espaço geopolítico próprio e com orientação de esquerda.
Terceiro, o compromisso irreversível com disciplinas internacionais em livre comércio, direitos humanos, meio ambiente, finanças e não proliferação nuclear.
Quarto, ênfase em coalizões com países em desenvolvimento capazes de contestar a visão do Norte sobre governança global de forma moderada, sem rupturas. Quinto, o alinhamento da máquina do Estado ao projeto de internacionalização do capitalismo brasileiro.
Muitos elementos desse pacote foram herdados de governos prévios ao PT. No entanto, foi com Lula e depois com Dilma que viraram projeto estratégico preciso.
Ajudou para isso a crença segundo a qual a política externa é um campo de batalha bem definido do partido na disputa contra a oposição liderada pelo PSDB.
No entanto, a interseção entre a diplomacia de Lula e a de Dilma em seu primeiro mandato começa e termina aí. Na prática, ao implementar sua política externa no dia a dia, o primeiro mandato de Dilma não representou continuidade em relação a Lula. Por quê?
Alguns dos motivos dizem respeito à política interna. Como Dilma nunca enxergou na diplomacia uma alavanca para ganhar autoridade em casa, o assunto recebeu atenção limitada. Além disso, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia, os dois pesos-pesados da diplomacia lulista, ficaram no governo, mas encarregados de tocar outras coisas.
Dilma tampouco concebeu a diplomacia como combustível de baixo custo para manter a militância petista e os movimentos sociais energizados.
Em direitos humanos, agiu de olho em Belo Monte e para evitar críticas ao sistema prisional. No quesito LGBT, agiu apenas no fim do mandato, atenta à ameaça de Marina Silva.
Os principais motivos da descontinuidade do mandato de Dilma em relação a Lula foram, acima de tudo, internacionais.
Ela enfrentou um sistema menos maleável e mais hostil. Em seu governo, a crise financeira global bateu com força, o G8 recuperou o terreno perdido para o G20, a América do Sul ficou mais difícil de operar, e as crises de Líbia, Ucrânia, Síria e Estado Islâmico restauraram a agenda das grandes potências, em detrimento dos países emergentes.
O escândalo da espionagem americana e as dificuldades de reviver a OMC só pioraram a situação.
O resultado disso é que a posição relativa do Brasil no mundo em 2014 é pior do que a de 2010.
Pela primeira vez em 20 anos, um governo recém-eleito não pegará o país em trajetória internacional ascendente.
O grupo de colaboradores presidenciais que sairá vitorioso do embate interno nestas oito semanas de transição será forçado a levar essa realidade em conta.
Folha de SP, 29/10/2014

28 de outubro de 2014

Brasil cai nove posições e fica em 71º entre 142 países em igualdade de gênero





RIO - O Brasil caiu nove posições em um ranking global de igualdade de gênero produzido anualmente pelo Fórum Econômico Mundial. De acordo com o estudo “Global Gender Report 2014”, o país ficou na 71ª posição em um total de 142 nações analisadas.

O recuo interrompe uma escalada brasileira na tabela desde 2010, quando ocupávamos o 85º lugar dentre 135 países. O ranking procura avaliar como está a distribuição de riqueza e oportunidade para homens e mulheres de acordo com cada economia nacional.
Para isso, economistas observaram o país segundo quatro variáveis: participação econômica e oportunidades (questões salariais e condições trabalhistas); desempenho educacional (alfabetização, número de matrículas); saúde (taxa de natalidade por sexo e expectativa de vida) e poderio político (representatividade de homens e mulheres nas diferentes instituições públicas nacionais).
E foi justamente neste último quesito que o Brasil teve o pior desempenho no relatório de 2014, ocupando a 74ª posição. O país que reelegeu pela primeira vez uma mulher para a presidência da República tem uma das piores representações do gênero feminio no Congresso Nacional: uma parlamentar para cada 10 homens, aproximadamente. É uma das piores proporções nos 142 países analisados.
No geral, o Brasil recebeu 0,694 pontos numa escala em que o 1 é a igualdade máxima de gênero.
No ranking somente de questão de salários e trabalho, o país caiu para 81º lugar. No Brasil, segundo o estudo, a participação das mulheres em posições de chefia de administração é quase metade da masculina. Comparando apenas a diferença entre salários, nós ficamos lá embaixo da tabela, na 124ª posição.
Já nos itens “saúde” e 'educação”, o Fórum Econômico Mundial colocou o Brasil ao lado de outras nações desenvolvidas como absoluta igualdade de gênero.
Em geral, o relatório classificou a Islândia como o país mais "igual" do mundo, seguido de perto pela Finlândia, Noruega e Suécia. No outro extremo da escala, o Iêmen é o país menos igual, à frente do Paquistão e do Chade.
Os autores do estudo disseram que, na média global de 2014, mais de 96% da diferença de de saúde, 94% da diferença de escolaridade e 60% da diferença na participação econômica haviam sido superadas desde o primeiro gênero relatório, publicado em 2006. Mas o painel de especialistas advertiu: "nenhum país no mundo alcançou a plena igualdade de gênero."
De acordo com o relatório, vai levar 81 anos para a diferença de gênero em todo o mundo ser superada, se o progresso mantiver o ritmo atual. "O relatório continua a destacar a forte correlação entre a diferença de género de um país e seu desempenho econômico", escreveram eles.
"Como as mulheres representam metade da base potencial de talentos de um país, a competitividade de uma nação a longo prazo depende significativamente de como se educa e se utiliza a mão de obra feminia."
Confira os primeiros 20 países do ranking:
Islândia
Finlândia
Noruega
Suécia
Dinamarca
Nicarágua
Ruanda
Irlanda
Filipinas
Bélgica
Suíça
Alemanha
nova Zelândia
Holanda
Látvia
França
Burundi
África do Sul
Canadá
Estados Unidos

Cuáles son los abusos que sufren los adultos en redes sociales



Hombre le grita a pantalla de computadora
El 73% de los adultos usuarios de internet en EE.UU. dijo haber presenciado una situación de abuso.
Los padres de adolescentes se enfrentan en estos tiempos con un problema que hasta hace poco más de una década no existía: el riesgo del abuso o acoso en redes sociales, foros y otros ámbitos de interacción que nacieron con internet.
Pero un reciente estudio advierte que además de preocuparse por sus hijos deben saber que ellos mismos también pueden convertirse en víctimas.
Un 40% de los adultos de Estados Unidos ha sufrido algún tipo de hostigamiento o acoso en internet, de acuerdo con un trabajo del Proyecto de Internet del instituto de investigación Pew.
La encuesta de Pew, sobre 3.217 personas, arroja otro resultado que revela la extensión del problema: 73% de los adultos usuarios de internet han sido testigos de alguien sufriendo abuso en línea.
Y también muestra que los perpetradores suelen ser personas desconocidas para las víctimas.
El estudio da cuenta de seis tipos de abuso, que suelen darse principalmente -aunque no exclusivamente- en redes sociales.
  • Insultos - los sufre el 27% de adultos usuarios de internet, según Pew
  • Intentos intencionados de avergonzar - 22%
  • Amenazas de violencia física - 8%
  • Acoso/ acecho en línea - 8%
  • Acoso sostenido en el tiempo - 7%
  • Acoso sexual - 6%
Los insultos o agresiones verbales son el tipo más común de estas agresiones.
De hecho, suele bastar con recorrer la sección de comentarios de algunos espacios de la web (medios, redes sociales) para encontrar a alguien insultando a otra persona.
Pero los diferentes tipos de abusos suelen solaparse.
Es así en el ámbito de los videojuegos en línea, donde es persistente el acoso sexual hacia las mujeres, un comportamiento que suele venir acompañado por insultos y otro tipo de agresiones.

"Te voy a encontrar"

También se dieron en conjunto en un caso que tuvo lugar en Reino Unido en 2013.
Caroline Criado-Perez
Criado-Perez recibió amenazas de violación en Twitter.
Caroline Criado-Perez, una activista que promovía el uso de figuras femeninas en los billetes de libras esterlinas recibió una catarata de abuso en Twitter en julio de 2013.
En enero pasado dos personas, una mujer de 23 años y un hombre de 25, fueron a prisión por escribir los mensajes, que incluían insultos y amenazas.
Criado-Perez dijo sentirse aliviada de ver que la justicia había entendido el impacto que el abuso le había causado.
Uno de los mensajes que recibió le decía que se "calle" y hacía referencias abusos sexuales, para luego amenazar con un "te voy a encontrar".
Este caso también podría catalogarse como de acoso o acecho en línea y hostigamiento sostenido en el tiempo, por la insistencia de los mensajes.

La hija de Robin Williams

Es un tipo de agresión al que suelen estar sometidas más las mujeres que los hombres.
Otro caso reciente de hostigamiento ocurrió a poco de conocerse la noticia del suicidio del actor Robin Williams en agosto pasado.
Su hija Zelda, de 25 años, comenzó a recibir mensajes ofensivos a través de Twitter, que incluyeron imágenes retocadas que sugerían ser el cuerpo de su padre.
Ante la seguidilla de comentarios agresivos Zelda Williams decidió borrar su cuenta de Twitter, aunque luego la volvió a abrir.
Williams está dentro del rango de edad de personas más vulnerables a recibir abuso en línea, según el estudio de Pew: los adultos jóvenes, principalmente mujeres, de entre 18 y 29 años.

La respuesta

La autora del estudio de Pew, Maeve Duggan, dijo que le resultaba "impactante ver cuántas variedades de acoso afectan a diferentes grupos en plataformas diversas y el tipo de reacciones que el acoso en línea genera".
Lo que hizo Zelda Williams es lo menos habitual, según la investigación.
La mayoría simplemente ignora las agresiones.

Conferência coloca em discussão o Plano Nacional de Educação


O evento acontecerá entre os dias 19 a 23 de novembro 
De 19 a 23 de novembro, 3,5 mil delegados eleitos em todo o país estarão em Brasília para a 2ª Conferência Nacional de Educação (Conae). Realizada a cada quatro anos, a conferência de 2014 coloca em debate o Plano Nacional de Educação na articulação do Sistema Nacional de Educação: participação popular, cooperação federativa e regime de colaboração. Além dos delegados, 500 observadores vão acompanhar as discussões.
Nos cinco dias da Conae, os delegados, que representam todas as etapas da educação pública e privada, gestores, trabalhadores, pais e estudantes, setores sociais e as três instâncias do poder executivo, vão participar de colóquios, debater e deliberar. Para organizar a discussão, o Fórum Nacional de Educação (FNE), instância que planeja e organiza a conferência, dividiu o tema central em sete eixos. Todos os temas convergem para o compromisso nacional de execução das metas do Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024).
O eixo número três, por exemplo, coloca em discussão na Conae o tema Educação, Trabalho e Desenvolvimento Sustentável – cultura, ciência, tecnologia, saúde e meio ambiente. Já o eixo quatro traz para o debate a Qualidade da Educação – democratização do acesso, permanência, avaliação, condições de participação e aprendizagem.
Alcance – A preparação da 2ª Conae mobilizou setores da educação e da representação da sociedade durante 2013. No primeiro semestre, foram realizadas 2.329 conferências municipais, 19 plenárias no Distrito federal e 495 conferências intermunicipais. Participaram dessa série de encontros, 776.142 cidadãos. As 26 conferências estaduais aconteceram no segundo semestre e reuniram 23.085 participantes. Foram as instâncias estaduais que elegeram os 3,5 mil delegados.
Além dos eventos presenciais, aconteceram conferências livres e discussões nas redes sociais na internet e nas mídias nacional, regional e local. O FNE contabilizou 1,8 milhão de participantes nesses debates. Já a comissão especial de monitoramento e sistematização da conferência registrou aproximadamente 30 mil emendas em parágrafos do documento-referência da Conae durante o ano de 2013.
A 2ª Conae será realizada no Centro Internacional de Convenções Brasil (Cicb), no Setor de Clubes Esportivos Sul, trecho 2, conjunto 63, lote 50, em Brasília.

Memória – A 1ª Conferência Nacional de Educação aconteceu entre 28 de março e 1º de abril de 2010, em Brasília. Naquele ano, os 2,5 mil delegados debateram e tomaram decisões sobre a criação do Sistema Nacional de Educação e propuseram diretrizes e estratégias para a construção do Plano Nacional de Educação (PNE). O PNE foi concluído em dezembro de 2010 e enviado ao Congresso Nacional pelo presidente da República.
Criado em dezembro de 2010, o Fórum Nacional de Educação tem, entre suas atribuições, convocar, planejar e coordenar a conferência, que é realizada a cada quatro anos. A próxima será em 2018.

(Ionice Lorenzoni/MEC)

Mapa del día: países que menos intentan acabar con el soborno

Crédito: transparency.org
Las grandes naciones exportadoras están incumpliendo su promesa de combatir la corrupción en el comercio global, ya que más de la mitad de los países que firmaron la convención contra el soborno no la están respetando,denunció Transparencia Internacional en un informe presentado el 23 de octubre.
El organismo anticorrupción con sede en Berlín señaló a Japón, Holanda, Grecia, Rusia y Brasil como los principales violadores del acuerdo.
La corrupción en el comercio está socavando el desarrollo global, ya que los contratos no son para los mejores suministradores, los precios están siendo inflados para cubrir el pago de sobornos, no se están cumpliendo los requisitos medioambientales y no están recaudando impuestos, advirtió TI.
Para enfrentar este problema, la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE) adoptó el Convenio de Lucha contra la Corrupción de Agentes Públicos Extranjeros en las Transacciones Comerciales en 1997.
Considerado ampliamente como un instrumento importante en la iniciativa para combatir la corrupción global, el tratado requiere que 41 países firmantes conviertan en delito el soborno en el extranjero, para que pueda hacerse responsables a individuos y empresas.
Para visualizar el mapa de forma interactiva y más grande, haz click aquí
Estas naciones son responsables de cerca de dos tercios de las exportaciones globales y casi el 90 por ciento del flujo total de inversión exterior directa.
No obstante, 22 de los signatarios han hecho poco o nada para aplicar el tratado, aseguró el informe anual de TI.
"Como resultado, el objetivo fundamental de la convención de crear un campo de juego nivelado y libre de corrupción para el comercio global está lejos de ser logrado", dijo el documento.
Entre los que la aplican poco o nada están Japón, Holanda, Corea del Sur, Rusia, España, Bélgica, México, Brasil, Irlanda, Polonia, Turquía, Dinamarca, República Checa, Luxemburgo y Chile señaló TI.
Añadió que otros como Argentina, Francia, Suecia, Sudáfrica y Nueva Zelanda sólo cumplen el convenio de forma "limitada".

Infobae, 29/10/2014

Rare Survey Examines Sexual Assault at M.I.T.

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About 35 percent of M.I.T.’s 11,000 students took a survey on sexual assault and harassment.CreditPaul Marotta/Getty Images
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In a rare, detailed look at sexual assault and harassment on a university campus, M.I.T. revealed Monday that among undergraduates who replied to a survey, at least 17 percent of women and 5 percent of men said they had been sexually assaulted.
That is similar to the findings of a handful of other studies, including a frequently cited survey in which 19 percent of undergraduate women said they had experienced sexual assault, or attempted sexual assault. But there have been few surveys that looked at experiences and attitudes at particular colleges — and victim advocates said they knew of none with the clarity and depth of the M.I.T. survey.
“This is the best one I’ve seen, and I really commend M.I.T. for doing it, and publishing the results,” said Colby Bruno, senior counsel at the Victim Rights Law Center, who has handled many campus cases.
Activists against sexual assault have argued that such campus “climate” surveys are crucial to exposing the extent of the problem, and such surveys were among the steps proposed this year by both a White House task force and a bipartisan group of senators.
“Sure, the data tells us things that we maybe didn’t want to hear,” said Cynthia Barnhart, chancellor of the Massachusetts Institute of Technology. But she said one of the clearest — and most disturbing — conclusions she drew from the results was that “there is confusion among some of our students about what constitutes sexual assault,” indicating a need for more open discussion.
The institute has taken a number of steps to curb sexual assault and improve the way it responds to offenses, though there is no clear way to measure how effective those have been. The number of officially reported assaults has risen this year, which often happens when more attention is devoted to the issue.
M.I.T. asked all of its nearly 11,000 graduate and undergraduate students to take the survey, and about 35 percent did so. Dr. Barnhart cautioned that it was not possible to say how different the results would have been if everyone had taken part.
John D. Foubert, a professor of higher education at Oklahoma State University who studies campus sexual assault, praised the M.I.T. study, noting that “very few schools have publicly released any data.” But he expressed concern that different surveys have not asked the same questions, or have worded them differently, making comparisons harder. He added that a survey of a random sampling of students, with a high response rate, might carry greater weight than M.I.T.’s self-selected sample.
The institute asked about specific types of contact, and how students characterize what happened, illustrating how much perceptions can vary.
M.I.T. asked about several forms of unwanted sexual contact, from touching to penetration, “involving use of force, physical threat or incapacitation,” that it said clearly constituted sexual assault — the kind that 17 percent of undergraduate women and 5 percent of undergraduate men said they had experienced. In addition, 12 percent of women and 6 percent of men said they had experienced the same kinds of unwanted sexual contact, but without force, threat or incapacity — some of which, depending on the circumstances, can also be sexual assault.
Yet when asked if they had been raped or sexually assaulted, only 11 percent of female and 2 percent of male undergraduates said yes.
There was a similar result on sexual harassment. Among undergraduate respondents, large majorities of men and women said they had heard sexist remarks and inappropriate comments about people’s bodies; more than one-third said someone had uttered crude sexual remarks to them directly; nearly as many had been subjected to people’s tales of sexual exploits; and a smaller number had received offensive digital messages. About one woman in six said someone had repeatedly asked her for a date, even after being refused.
But the number who described what had happened to them as sexual harassment was relatively small: 15 percent of undergraduate women, and 4 percent of men. Also, 14 percent of women said they had been stalked, and 8 percent said they had been in a controlling or abusive relationship.
Of those who had experienced unwanted sexual contact, most said they had told a friend, but only 5 percent said they had reported it to any campus official. When asked why, more than half said that they did not think it was serious enough to report and that no harm was intended, and nearly half said they thought they were partly at fault.
Large numbers of undergraduates, male and female, also agreed with statements suggesting that blame for the assault did not always rest exclusively with the aggressor. Two-thirds agreed that “rape and sexual assault can happen unintentionally, especially if alcohol is involved”; one-third said it can happen “because men get carried away”; about one in five said it often happened because the victim was not clear enough about refusing; and a similar number said that a drunk victim was “at least somewhat responsible.”
Such views were less prevalent among graduate students, as was sexual assault itself.
Dr. Foubert said he considered many of those responses a form of “excusing the perpetrator and blaming the victim,” and was very concerned about it.
Andrea Pino, an activist who has helped file federal complaints about sexual assault against dozens of colleges, said she hoped other colleges would follow M.I.T.’s example. She said the institute’s survey covered more ground than any she had seen, and did not muddy matters with vaguely worded questions, as some surveys have done.
Prestigious colleges and universities, jealously guarding their reputations, “have been notorious for not being open about this,” said Ms. Pino, co-founder of the group End Rape on Campus. “A big-name school like M.I.T. being ahead of the curve like this matters.”