4 de setembro de 2012

OIT estima aumento do desemprego entre jovens nos próximos cinco anos


RIO - O aumento do desemprego entre jovens no mundo preocupa a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A organização estima aumento da taxa global de desemprego juvenil de 12,7%, este ano, para 12,9%, em 2017. Segundo a organização, a propagação do desemprego juvenil terá reflexo na economia da América Latina, com a diminuição das exportações. A perspectiva é que a taxa oscila entre 14,6% e 14,7% até 2017.
De acordo com o documento Panorama Mundial do Emprego: Perspectivas Pouco Animadoras para os Jovens no Mercado Laboral, divulgado hoje, a crise na zona do euro contribuiu para o crescimento das taxas de desemprego na faixa etária entre 15 e 24 anos, inclusive em países emergentes, como o Brasil. Para enfrentar a situação, a OIT enfatizou a necessidade da atuação dos governos com políticas de incentivo e apoio.
No Norte da África e no Oriente Médio, o desemprego deve ficar acima dos 26% nos próximos anos – bem acima da média mundial.
De acordo com o relatório, o desemprego juvenil tende a diminuir nas economias desenvolvidas nos próximos cinco anos, de 17,5%, em 2012, para 15,6%, em 2017. Antes do início da crise econômica mundial, em 2009, a taxa era 12,5%.
A queda nesses países, no entanto, não significa a criação de empregos, mas a desistência de grande parte dos jovens, economicamente ativos, em procurar trabalho. Por não estarem buscando emprego, deixam de ser contabilizados como desempregados.
Para a OIT, é importante o apoio do governo aos jovens por meio da criação de empregos com políticas macroeconômicas, políticas no mercado laboral, capacitação, incentivos fiscais e adoção de políticas anticíclicas.
“Os governos poderiam ajudar a tirar da rua os que buscam trabalho e integrá-los em atividades úteis, proporcionando-lhes assim proteção contra futuras crises econômicas", disse, em nota, o principal autor do estudo e responsável pela Unidade Tendências de Emprego da OIT, Ekkehard Ernst.

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